Djalma Argollo

Djalma Argollo
Terapeuta Junguiano

quinta-feira, 2 de maio de 2013

A família em trasição

Nossa época esta vivendo transformações naturais e necessárias. E, nela, a família passa por profundas transformações. A família tradicional, com casamentos que duravam anos, parece estar, no Ocidente, em pleno desaparecimento. As relações afetivas duram cada vez menos, mas deixam como produtos naturais os filhos. A variação de parceiros gera uma família que se pode denominar de "alta rotatividade". O pai e a mãe deixaram de ser figuras fixas no desenvolvimento dos filhos. Hoje existe, com maior frequência, a troca de parceiros conjugais, enquanto permanecem as relações filiais com o pai ou a mãe afastados. Além do mais, a postura defensiva do cônjuge com filhos, em relação à interferência do outro na educação deles, é um problema a ser considerado. E isto fica mais complicado na "família mosaico", quando são reunidos os filhos de um dos cônjuges, com os filhos do outro, num mesmo lar. Estes tipos novos de família, que já acontece em larga escala, tem apresentado consequências mais negativas sobre o desenvolvimento psicológico dos filhos, do que positivas.
Mas, a mais importante conquista do nosso tempo é a família homossexual. Como é uma forma familiar relativamente recente, falta um acúmulo de material suficiente para uma análise segura de suas consequências sobre os filhos. Alguns estudos demonstram que esse novo tipo de família apresentam os mesmos problemas e virtudes das famílias heterodoxas, e não as tragédias que alguns previam.


Djalma Argollo
Fórum de debates
Pós-graduação em PSICOLOGIA CLÍNICA
UNIARA

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