Djalma Argollo

Djalma Argollo
Terapeuta Junguiano

quarta-feira, 20 de junho de 2012

As 27 proposições de Mesmer que originaram o magnetismo animal


1º Existe uma influência mútua entre os corpos celestes, a terra e os corpos animados.

2º Um fluido universalmente propagado e contínuo, de modo a não sofrer qualquer vazio, cuja sutileza não permite comparações, e que, por sua natureza é suscetível de receber, propagar e comunicar todas as impressões do movimento, é o meio desta influencia.

3º Essa ação recíproca está submetida a leis mecânicas desconhecidas até o presente.

4º Resultam dessa ação efeitos alternativos que podem ser considerados como um fluxo e refluxo.

5º Este fluxo e refluxo é mais ou menos geral, mais ou menos particular, mais ou menos composto, segundo a natureza das causas que o determinam.

6º É por essa operação, a mais universal que a natureza nos oferece, que as relações de atividade se exercem entre os corpos celestes, a Terra e suas partes constitutivas.

7º As propriedades da matéria e dos corpos organizados dependem desta operação.

8º O corpo animal prova os efeitos alternativos deste agente, que ao se insinuar na estrutura dos nervos, afeta-os imediatamente.

9º Ele manifesta, especialmente no corpo humano, propriedades análogas ao ímã. Distinguem-se pólos igualmente diferentes e opostos, que podem ser comunicados, trocados, destruídos e reforçados; o próprio fenômeno da inclinação é também ai observado.

10º A propriedade do corpo animal que o torna suscetível à influencia dos corpos celestes e a ação recíproca daqueles que o cercam, manifesta pela sua analogia com o ímã, me determinou a chama-lo: “Magnetismo Animal”.

11º A ação e a virtude do Magnetismo Animal, assim caracterizados, podem ser comunicados a outros corpos animados e inanimados. Uns e outros, entretanto, são mais ou menos suscetíveis.

12º Essa ação e essa virtude do Magnetismo Animal podem ser reforçadas e prolongadas por esses mesmos corpos.

13º Observa-se, em experiências, o escoamento de uma matéria, cuja sutileza penetra todos os corpos, sem perder praticamente sua atividade.

14º Sua ação realiza-se a distância afastada, sem a intervenção de qualquer corpo, intermediário.

15º Ela é aumentada e refletida pelos espelhos, tal como a luz.

16º Ela é comunicada propagada e aumentada pelo som.

17º Essa virtude magnética pode ser acumulada, concentrada, transformada.

18º Disse que os corpos animados não são igualmente suscetíveis; acontece mesmo, ainda que muito raramente, que têm uma propriedade tão oposta que sua simples presença destrói todos os efeitos desse magnetismo em outros corpos.

19º Essa virtude oposta também penetra todos os corpos; ela pode ser comunicada, propagada, acumulada e transformada, refletida por espelhos e propagada pelo som; o que constitui não apenas uma privação, mas uma virtude oposta: positiva.

20º O ímã, natural ou artificial, é suscetível ao magnetismo animal e à virtude oposta, sem que sua ação sobre a agulha seja alternada; o princípio do magnetismo animal difere, portanto, do mineral.

21º Este sistema fornecerá esclarecimentos sobre a natureza do fogo e da luz, bem como pela teoria da atração, sobre o fluxo e o refluxo do ímã e da eletricidade.

22º Ele permitirá saber que o ímã e a eletricidade artificial tem, em relação as doenças, apenas propriedades comuns a um grande número de outros agentes e que, se resultam alguns afeitos úteis da administração daqueles, isso se deve ao magnetismo animal.
23º Reconhecer-se-á, por esses fatos, segundo as regras práticas que estabelecerei, que o princípio pode curar diretamente as doenças dos nervos e indiretamente as demais.

24º Com sua ajuda, o médico é esclarecido sobre a utilização dos medicamentos; aperfeiçoa sua ação, provoca e dirige as crises salutares, de modo a se tornar o senhor da situação.

25º Ao comunicar meu método, demonstrarei por uma nova teoria das doenças, a unidade universal do princípio que lhe aponho.

26º Com este conhecimento, o médico julgará seguramente a natureza e o progresso das doenças, mesmo das mais complicadas; ele impedirá seu desenvolvimento e alcançará sua cura, sem jamais expor o doente a efeitos perigosos ou a resultados inoportunos, seja qual for a idade, o temperamento ou o sexo. As mulheres grávidas e por ocasião dos partos gozarão das mesmas vantagens.

27º Esta doutrina, enfim colocará o médico em condições de julgar corretamente o grau de saúde de cada indivíduo e de preservá-lo das doenças às quais ele possa estar exposto. A arte de curar chegará à sua maior perfeição.

domingo, 18 de março de 2012

Escravidão no mundo contemporâneo ou Escravidão branca

Pela letra da lei a escravidão é extinta. O último país a abolir a escravidão foi a Mauritânia em 1981. Porém a escravidão continua em muitos países, porque as leis não são aplicadas. Elas foram somente feitas pela pressão de outros países e da ONU, mas não representam a vontade do governo do respetivo país. Hoje em dia tem pelo menos 27 milhões escravos no mundo.
Principalmente em países árabes e outros países muçulmanos existem ainda escravos tradicionais. A caça de escravos negros, visando a captura de moças e crianças bonitas para serem escravas domesticas ou ajudantes para vários trabalhos, existe principalmente no Sudão.
Na escravatura branca (tráfico humano para a prostituição forçada) se encontram presas milhões de moças, principalmente de regiões pobres como Ucrânia, Moldávia, Rússia, África, Índia e países onde a prostituição tem tradicionalmente muito peso, como a Tailândia e as Filipinas. As meninas são aliciadas com falsas promessas, vendidas e tem que prostituir-se até a divida (o preço pelo compra e adicionais) é paga. Muitas vezes a prostituta escravizada é vendida a seguir e tudo começa de novo.
Existe também um semelhante tráfego com crianças, que trabalham como escravos em outros países. Muitas vezes eles são mutilados e obrigadas a mendigar e entregar tudo aos seus donos.
Além disso existem várias outras formas de escravidão. Os preços variam muito. Enquanto moças bonitas vendidas para países rendem até 20 mil dólares, se compra as vezes crianças e mocinhas adolescentes na Moldávia, sul da Índia, Paquistão ou China em orfanatos ou de famílias pobres por menos de 100 dólares.
Nessas estatísticas nem são contadas milhões de mulheres e meninas, que pela tradição ou até as leis em muitos países muçulmanos e outras regiões são consideradas propriedade de seus maridos ou pais.
Alguns analistas entendem que os regimes ditatoriais seriam regimes de escravidão pois os trabalhadores produzem em benefício de um grupo que não pode ser retirado de sua posição de poder dominante, fazendo este serviço em troca de comida (ração fornecida pelo estado totalitário) sem poder ter outra opção, pois em caso de algum desacordo com os representantes do regime no local de trabalho ele ficaria sem a sua cota de alimento ou muito provavelmente seria preso e executado (FONTE: Wikipédia).

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Jung, e a imortalidade da alma

Quanto à certeza pessoal de Jung com relação à continuidade da consciência, após a morte física, leiamos o que escreveu Marie-louise von Franz, sua discípula desde os dezoito anos de idade, e que sempre esteve ao seu lado, participando ativamente dos seus estudos e privando de sua intimidade: “Embora considerasse os ‘espíritos’, nesse período inicial, ‘apenas’ como complexos psíquicos, Jung mudou sua postura em sua obra posterior. É difícil perceber como um fantasma “vinculado a um lugar”, por exemplo, possa ter sido evocado pelos complexos de uma pessoa (Franz, 1997, p. 54).
E, finalmente, o próprio Jung escreveu o seguinte, em carta ao Dr. Fritz Künke, de Los Angeles, na Califórnia, sobre a forma pensava sobre o assunto:
Certa vez conversei longamente em Nova Iorque com um amigo de William James, Prof. Hyslop, sobre a questão da prova e da identidade. Ele admitiu que, considerando todos os fatores, a totalidade desses fenômenos metafísicos seria melhor explicada pela hipótese dos espíritos do que pelas qualidades e peculiaridades do inconsciente. Com base em minhas próprias experiências, preciso dar-lhe razão neste aspecto. Em cada caso particular preciso ser necessariamente cético, mas no geral devo conceder que a hipótese dos espíritos traz melhores resultados na prática do que outra qualquer (Jung, 2002, p. 35).
Em 1956, respondendo a um senhor H. J. Barret, dos Estados Unidos, escreve Jung sobre sua crença na imortalidade da alma:
Ainda que meu tempo seja escasso e minha idade avançada um fato real, tenho gosto em responder às suas perguntas. Não são fáceis como, por exemplo, a primeira: se eu acredito numa sobrevivência pessoal após a morte. Não poderia dizer que acredito nela, pois não tenho o dom da fé. Só posso dizer se sei alguma coisa ou não.
1. Sei que a psique possui certas qualidades que transcendem os limites do tempo e do espaço. Em outras palavras, a psique pode tornar elásticas essas categorias, ou seja, 100 milhaspodem ser reduzidas a uma jarda, e um ano a poucos segundos. Isto é um fato do qual temos todas as provas necessárias. Além disso, há certos fenômenos post-mortem que eu não consigo reduzir a ilusões subjetivas. Por isso, sei que a psiquê pode funcionar sem o empecilho das categorias de espaço e tempo. Ergo ela própria é um ser transcendental e, por isso, relativamente não espacial e “eterna”. Isto não significa que eu tenha qualquer tipo de certeza quanto à natureza transcendental da psique. A psique pode ser qualquer coisa.
2. Não há razão alguma para supor que todos os chamados fenômenos psíquicos sejam efeitos ilusórios de nossos processos mentais.
3. Não acho que todos os relatos dos chamados fenômenos miraculosos (como precognição, telepatia, conhecimento supranormal, etc.) sejam duvidosos. Sei de muitos casos em que não paira a mínima dúvida sobre sua veracidade.
4. Não acho que as chamadas mensagens pessoais dos mortos devam ser rechaçadas in globo como ilusões. Immanuel Kant disse certa vez que duvidava de toda história individual sobre fantasmas, etc., mas, se tomadas em conjunto, havia algo nelas... Eu examino minuciosamente o meu material empírico e devo dizer que, entre muitíssimas suposições arbitrárias, há casos que me fazem titubear. Tomei como regra aplicar a sábia frase de Multatuli: Não existe nada que seja totalmente verdadeiro, nem mesmo esta frase (Jung, 2003, pp. 53-54).